quinta-feira, 3 de maio de 2012

Riquezas do Piauí : Poetas Piauienses. Sobre os Autores: Torquato Neto , e Climério Ferreira.

 TORQUATO NETO

Torquato Pereira de Araújo Neto (Teresina PI, 1944 - Rio de Janeiro RJ, 1972). Cursou Jornalismo no Rio de Janeiro, por volta de 1966, mas não chegou a concluir a faculdade. Nos anos seguintes compôs letras musicadas por Gilberto Gil  ("Geléia Geral", "Louvação"), Caetano Veloso ("Deus Vos Salve a Casa Santa", "Ai de Mim", "Copacabana", "Mamãe, Coragem") e Edu Lobo ("Lua Nova", "Pra Dizer Adeus"). Entre 1970 e 1972 atuou nos filmes Nosferatu no Brasil e A Múmia Volta a Atacar, de Ivan Cardoso, e Helô e Dirce, de Luiz Otávio Pimentel. No período também criou e redigiu a coluna Geléia Geral no jornal carioca Última Hora. Em 1973 ocorreu a publicação póstuma de seu livro de poesia Os Últimos Dias de Paupéria, organizado por Ana Maria S. de Coraújo Duarte e Waly Salomão. Três anos depois, foram incluídos alguns de seus poemas na antologia 26 Poetas Hoje, organizada por Heloísa Buarque de Hollanda em 1976. Em 1997 foram publicados quatro de seus poemas na antologia bilíngüe Nothing the Sun Could Not Explain, organizada por Michael Palmer, Régis Bonvicino e Nelson Ascher. Torquato Neto foi um dos compositores mais inovadores da canção popular dos anos de 1970. Fonte: www.itaucultural.org.br . 


CLIMÉRIO FERREIRA
 
Piauiense (Angical ), em Brasília desde 1962. Cantor, compositor e professor. 5 livros (poesia, entre os quais Essa Gente) publicados e um cd - Canção do Amor Tranqüilo (1995, direção artística de Clodo Ferreira). Participa de várias antologias. Com Clodo e Clésio , gravou 6 elipês. É parceiro de Ednardo e Dominguinhos. Tem músicas gravadas por Nara Leão, Elba Ramalho, Amelinha e Fagner. FONTE: http://www.antoniomiranda.com.br .

Riquezas do Piauí : Poetas Piauienses. "CANTO DO RIO" de CLIMÉRIO FERREIRA.


CANTO DO RIO

Chore não
Um rio não morre à toa
Corre na terra e não voa
Rio não é avião
É só um leito assentado
eternamente pousado
entre as agruras do chão

o rio é um berço da infância
onde se banha a lembrança
do nosso corpo molhado
O rio é uma estrada d'água
onde lavamos a mágoa
de um sonho não consumado

Falo do Parnaíba
rio que já faz tempo
vai morrendo pouco a pouco
vai pouco a pouco morrendo

Falo do Parnaíba
que deságua no meu peito
cheio de peixes graúdos
e de Torquatos pequenos

Seus coloridos vapores
as beiras cheias de cores
as margens dos meus amores
e dos mergulhos serenos

Falo de um rio bonito
que existiu noutro tempo
E hoje persiste mito
pela poesia do vento.
 CLIMÉRIO FERREIRA.

Riquezas do Piauí : Poetas Piauienses. " A RUA", de TORQUATO NETO;


A RUA

toda rua tem seu curso
tem seu leito de água clara
por onde passa a memória
lembrando histórias de um tempo
que não acaba

de uma rua de uma rua
eu lembro agora
que o tempo ninguém mais
ninguém mais canta
muito embora de cirandas
(oi de cirandas)
e de meninos correndo
atrás de bandas

atrás de bandas que passavam
como o rio parnaíba
rio manso
passava no fim da rua
e molhava seu lajedos
onde a noite refletia
o brilho manso
o tempo claro da lua

ê são joão ê pacatuba
ê rua do barrocão
ê parnaíba passando
separando a minha rua
das outras, do maranhão

de longe pensando nela
meu coração de menino
bate forte como um sino
que anuncia procissão

ê minha rua meu povo
ê gente que mal nasceu
das dores que morreu cedo
luzia que se perdeu
macapreto zé velhinho
esse menino crescido
que tem o peito ferido
anda vivo, não morreu

ê pacatuba
meu tempo de brincar
já foi-se embora
ê parnaíba
passando pela rua
até agora
agora por aqui estou
com vontade
e eu vou volto pra matar
essa saudade

ê são joão ê pacatuba
ê rua do barrocão.

In: TORQUATO NETO. Os últimos dias de paupéria: do lado de dentro. Org. Ana Maria S. de Araújo Duarte e Waly Salomão. 2.ed. rev. e aum. São Paulo: M. Limonad, 1982.

segunda-feira, 30 de abril de 2012

O Trabalho Dignifica o Ser!

O trabalho é a busca do alento,
Do conforto, da sobrevivência.
Vencer obstáculos, buscar o pão,
Trabalhar com alegria na divina tarefa diária,
Conforta, e alegra,
E possibilita a conquista de seu espaço,

Abre portas e realiza.

Trabalhar não é sacrifício, não é tortura
Pode ser algo prazeroso,
Permite toda uma estrutura
Profissional, te fazendo brilhar,
Ser um vencedor competente e alegre.

Feliz dia do Trabalho!
 
(Doroty Dimolitsas) 

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Orquestra Sinfônica de Teresina e João Cláudio Moreno. Dias: 18 e 19 de Abril, Teatro 4 de Setembro. Teresina-PI.

Luiz Gonzaga, o migrante nordestino como tantos outros, acostumado com a sua sanfona, enfrenta o desafio longe dos seus, de cantar para, levando sons, gestos, símbolos, de um Brasil com a cara do nordeste, no momento em que a cultura nordestina esta se revelando nas grandes cidades brasileiras, é o Rei do Baião na homenagem dos Piauienses.