sexta-feira, 17 de agosto de 2012

"Oh, Teresina, orgulhosa e bela menina." Uma Homenagem de Aécyo Rufino.

TERESINA
Oh!
Teresina
Orgulhosa e bela menina...
Herdaste teu nome de uma linda e bela princesa,
E hoje, com certeza,
Com teu manto verde
E teus rios servos lambendo teus pés
Teresina, princesa também tu és!
Teresina,
Gostosa e calorosa terra!
Tua beleza me enche de emoção!
No meu peito tu encerras
Verde emblema
De imperatriz do meu coração!
E hoje é teu aniversário!
E para ti mais um ano de vida...
Quanto mais o tempo passa
Ficas mais bela e nova, menina!..
Diz para mim...qual o teu segredo,
Brilhante e bela estrela Teresina!?

Aécyo Rufino 12.08.86

Confiram através deste link a várias reportagens sobre o aniversário de Teresina .





Parabéns a  TV Cidade Verde e TV  Clube! Bonito trabalho nos 160 anos de Teresina!

Acessem!

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Teresina meu amor ♥...


CARTA DE AMOR A TERESINA. 160 ANOS.

 
Maryneves Saraiva de Arêa Leão
 
(Historiadora. Professora da UFPI e acadêmica da ALLCHE, Academia Longaense de Letras, Cultura, História e Ecologia, facilitadora da Oficina Corpo, Mente, Emoção).


Hoje acordei com vontade de escrever uma carta de amor, e o destinatário é Teresina. A cidade conhecida como “Cidade Verde”, “Capital do Sol”, “Terra da Cajuína”, cidade de “povo fervoroso”, gestada pelos planos do Conselheiro Saraiva e que no passo a passo segue traçando o seu destino, pois quero declarar a minha admiração falando das coisas que mais valorizo na cidade, falando das suas belezas e também, do sentimento de outros teresinenses em relação à sua terra na celebração dos seus 160 anos.
A princípio, considero necessário e importante falar sobre o responsável pela transferência da capital do Piauí para Teresina (1852), Antonio Saraiva, conhecido como Conselheiro Saraiva. Cito uma passagem da obra de  Monsenhor Chaves, Obras Completas (Ed. 1998), na qual é possível perceber pelas palavras do Conselheiro, uma convergência empreendedora, uma visão de futura, entre o mesmo e os habitantes do Poti:
“Aproveitei esse ensejo e convidei-os a edificar no mais belo e agradável lugar na margem do Parnaíba; principiei-o a edificar por meio de subscrições, uma matriz, e o resultado de tudo isso foi além de minhas esperanças, porque nunca acreditei que, em menos de seis meses, estivessem em construção perto de trinta habitações e, ainda mais, que o mesmo habitantes da Vila Velha que ali tinham elegantes casas, se resolvessem a deixá-las para construir no novo local, hoje geralmente chamado de Vila Nova do Poti, outros prédios ”. (p.25)
Na mesma obra, encontrei ainda, uma parte em que ele destaca  as razões de escolher a Vila Nova do Poti para a sede do governo:
“é ela bem situada e a mais salubre que é possível segundo a planta que mandou levantar; fica na posição de tirar a Caxias todo o seu comércio com o Piauí, conseguindo-se, assim, a maior vantagem da mudança; mais próxima da cidade de Parnaíba, pode servir melhor ao desenvolvimento da navegação e gozar a capital do benefício do grande benefício da facilidade de suas relações políticas e comerciais com a Corte e todos os centros de civilização do Império”.
O processo de transferência tem o seu marco em 15 de janeiro de 1852, quando a proposta de Saraiva é vencedora através da maioria dos deputados. A partir daí, instala-se uma assembléia de trabalho em primeiro de julho e, em 20 de julho é aprovada a lei da mudança. Por ela, a Vila Nova do Poti alcança a categoria de cidade. E que cidade!
Ressalto as palavras de Monsenhor Chaves, considerando o  fato como uma “bomba” e, que se Saraiva estivesse permanecido no ambiente teria sido vítima de atos agressivos e violentos, pois eram muitos os irritados e inconformados; entre eles: oeirenses e parnaibanos, o que não lhe intimidou. Não demorou, e de forma  rápida tratou de instalar as repartições para o bom cumprimento da administração pública, marcando a história de Teresina com o 16 agosto, data oficial que através de comunicação como presidente da província em 20 de julho de 1852, oficializou a transferência da capital para a nova cidade de Teresina. E, em 24 de dezembro em procissão solene seguindo do Poti Velho, acompanhada da imagem da padroeira da cidade Nossa Senhora do Amparo é celebrada a primeira missa do galo na referida Igreja. Um acontecimento respeitável, já que a construção da cidade se deu de forma planejada e o marco zero é a Igreja Nossa Senhora do Amparo.
Feitas estas considerações históricas, me vejo no tempo. Que tempo? De criança. Pois lembro-me da a Igreja Nossa Senhora do Amparo; da Praça da Bandeira, em que havia árvores, animais e brinquedos, e as pessoas  transitavam com muita tranqüilidade. Os passeios pela cidade eram muito comuns nesse tempo, pois diferente de hoje, que o transporte é insubstituível, se tinha o hábito de andar a pé. Andavam e andavam muito.
Hoje, 16 de agosto de 2012, vi-me criança e relembrei de conversas sobre a vida da cidade que tive com minha mãe, amigos e familiares. E então, passei a pensar no quanto Teresina é uma cidade encantadora. Como é prazeroso poder passear por suas belezas, como o encontro dos rios Poty com o Parnaíba, as capelas, igrejas, catedrais, bairros, vilas e as suas comunidades. Além de conhecer o seu rico artesanato e a culinária local.
 O tempo passa, a cidade se reinventa e hoje, completa 160 anos. Atualmente, um pólo de saúde, lugar de eventos marcantes, tais como Encontro Nacional de Folguedos, Salão do Livro do Piauí (SALIPI), Salão de Humor de Teresina, do Seminário da Família, Caminhada da Fraternidade, que caracterizam nossa cidade como um lugar original.
Quero também lembrar que, neste ano é comemorado o centenário do Acerbispo Dom Avelar Brandão Vilela. Cito-o, por considerá-lo alguém muito importante para nossa cidade. Um homem cheio de amor que deixou sua marca na educação e na espiritualidade da nossa gente. Acredito que seu maior destaque como  Acerbispo tenha sido no Estado do Piauí, onde encontrou um lugar propício para suas idéias, participou da criação da Rádio Difusora de Teresina, na qual fez o programa diário Oração por um dia Feliz, de profundo alcance; atuou de forma expressiva na criação da Universidade Federal do Piauí, assinando, inclusive, a ata de criação da instituição; ajudou perseguidos pela ditadura, dentre outros feitos. E é por  isso que neste dia, eu não poderia deixar de mencionar alguém que tanto fez por nossa cidade.
Agora, apresento a narrativa de algumas pessoas que aceitaram a responder meu questionamento: “O que é mais gostoso de fazer em Teresina?”. De Kledja Marabuco Lopes, colhi:
"O que eu mais gosto de fazer em Teresina? - De amor? Reencontrar a família e os amigos. De gastronomia? - Pão de Queijo do Seu Cornélio, Panelada do Cantinho do Jambo, Caranguejo no happy hour, capote frito no Favoritos Comidas Típicas e Sorvete de Açaí mais sapoti na Sorveteria Elefantinho. Tem mais? Tem... a lista continua! "

De Ticiana Area Leão: "Adoro comer no frango leste! a melhor paçoca do mundooooo "

Segundo Suelen Coelho: "Adoro sair pra passear com meu filho e meu marido e sair pra comer também.
Adooroo".

Na opinião de Mary: "Gosto de ir ao encontro dos rios curtir a Cidade com a natureza, especialmente, na convergência do rio Poty com o rio Parnaíba, comer no restaurante flutuante, e passear pelas artes dos oleiros e oleiras da Vila do Poty."

O depoimento de Marci: “Acredito que em todos os cantos desta Cidade, é possível ver a beleza de Teresina, seja em um grande ponto turístico, seja numa simples e pobre comunidade. Bom mesmo é sentir a coragem, a luta, a fé e a simplicidade deste povo, isso é o que torna Teresina bonita de verdade.”

Por tudo isso, manifesto minha gratidão à terra da cajuína, de Saraiva, dos poetas e do povo simples e trabalhador, com uma homenagem à cidade também cantada por Aurélio, Cinéas e Erisvaldo Borges: “Minha Teresina eu não troco jamais [...]”, “A vida no teu seio é mais amena, na doce calidez do teu amor[...]”.

“Teresa, eternizada TERESINA”, parafraseando Tito Filho: “Teresina meu amor”.







segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Ana Maria Braga entrevista Sarah Menezes no programa Mais Você.

A judoca Sarah Menezes participou na manhã desta segunda-feira (13/08) no programa Mais Você, de Ana Maria Braga. Ao lado de Arthur Zanetti, também medalhista de ouro, eles falaram sobre a experiência nas Olimpíadas de Londres, e como vivem aqui no Brasil.
A primeira coisa que a apresentadora fez foi pedir para segurar as medalhas dos campeões olímpicos. “Ela pesa”, comentou a apresentadora que mostrou ainda o detalhe do nome de Sarah gravado na medalha.
Em seguida, mostrando um pouco sobre a vida da piauiense, o programa exibiu inicialmente a movimentação com a chegada do piauiense em Teresina, com desfile em carro aberto. Em seguida, a família de Sarah falou do orgulho com a filha, e ainda tiveram depoimentos de amigos e de Maria do Nazaré, que criou Sarah quando era pequena. “Fazia um mingau que ela adorava”, disse.
Falando já das próximas olimpíadas, Sara afirmou que se vê mais confiante. “Vamos estar em casa, com uma medalha de ouro, vou me sentir muito mais segura. Acho que vamos estar muito bem para trazer outro ouro”, disse.






quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Parabéns Caetano Veloso! 70 anos, a Cajuína agradece!


Notícias da Cajuína através de Evaldo Freire. Essa História também escutei a sua narrativa através de dona Saló e Dr. Heli Nunes,meus amigos. 
A combinação de Poesia com Teresina, Cajuína e Caetano. Uma Arte! 
Maryneves Arêa Leão. 
 
Registros de Evaldo Freire:

“Acabo finalmente de ler, em 07/08/2012, n' O Globo (Coluna do Moreno) a explicação para a lindíssima "Cajuína", de Caetano, o poeta eterno que hoje completa 70 anos (que venham mais 70 anos)!”

Transcrevo a opinião:

“Sempre achei - pela beleza e ternura que inspira - que a canção deveria ser o hino de Teresina.  E continuo pensando assim, apesar das razões tristes que a originaram...

Afinal, quem disse que não existe beleza na tristeza? ”

                                                   Evaldo Freire.

Artigo Publicado pelo O Globo Blogs. 07/08/2012.
 
70 anos
Mais uma exclusividade do "Baú do Moreno".
Agora é o próprio Caetano contando a origem da homenagem a Torquato Neto:
" Numa excursão pelo Brasil com o show Muito, creio, no final dos anos 70, recebi, no hotel em Teresina, a visita de Dr. Eli, o pai de Torquato. Eu já o conhecia, pois ele tinha vindo ao Rio umas duas vezes. Mas era a
primeira vez que eu o via depois do suicídio de Torquato. Torquato estava de certa forma, afastado das pessoas todas. Mas eu não o via desde minha
chegada de Londres: Dedé e eu morávamos na Bahia e ele, no Rio (com temporadas em Teresina, onde descansava das internações a que se submeteu por instabilidade mental agravada, ao que se diz, pelo álcool). Eu não o vira em Londres: ele estivera na Europa, mas voltara ao Brasil justo antes de minha chegada a Londres. Assim, estávamos de fato bastante afastados, embora sem ressentimentos ou hostilidades. Eu queria muito bem a ele. Discordava da atitude
agressiva que ele adotou contra o Cinema Novo na coluna que escrevia, mas nunca cheguei sequer a dizer-lhe isso. No dia em que ele se matou, eu estava
recebendo Chico Buarque em Salvador para fazermos aquele show que virou disco famoso. Torquato tinha se aproximado muito de Chico, logo antes do tropicalismo: entre 1966 e 1967. A ponto de estar mais freqüentemente com Chico do que comigo. Chico eu recebemos a notícia quando íamos sair para o Teatro Castro Alves. Ficamos abalados e falamos sobre isso. E sobre Torquato ter estado longe e mal. Mas eu não chorei. Senti uma dureza de ânimo dentro de mim. Me senti um tanto amargo e triste mas pouco sentimental. Quando, anos depois, encontrei Dr. Eli, que sempre foi uma pessoa adorável, parecidíssimo com Torquato, e a quem Torquato amava com grande ternura, essa dureza
amarga se desfez. E eu chorei durantes horas, sem parar. Dr. Eli me consolava, carinhosamente. Levou-me à sua casa. D. Salomé, a mãe de Torquato, estava
hospitalizada. Então ficamos só ele e eu na casa. Ele não dizia quase nada. Tirou uma rosa - menina do jardim e me deu. Me mostrou as muitas fotografias de Torquato distribuídas pelas paredes da casa. Serviu cajuína para nós dois. E bebemos lentamente. Durante todo o tempo eu chorava. Diferentemente do dia da morte de Torquato, eu não estava triste nem amargo. Era um sentimento terno e bom, amoroso, dirigido a Dr. Eli e a Torquato, à vida. Mas era intenso demais e eu chorei. No dia seguinte, já na próxima cidade da excursão, escrevi Cajuína. "


Jorge Bastos Moreno;

A letra -Cajuína
Caetano Veloso.

Existirmos a que será que se destina
Pois quando tu me deste a rosa pequenina
Vi que és um homem lindo e que se acaso a sina
Do menino infeliz não se nos ilumina
Tampouco turva-se a lágrima nordestina
Apenas a matéria vida era tão fina
E éramos olharmo-nos intacta retina
A cajuína cristalina em Teresina.


70 anos com Arte. Parabéns Caetano.
Confiram o Vídeo da Cajuína.











Na onda do ouro!


SARAH  É  OURO! SARAH CHEGOU, O PIAUÍ É OURO! O VALOR DA CONFIANÇA E DA AUTOCONFIANÇA NO PROCESSO DE CRESCIMENTO.
Maryneves Saraiva de Arêa Leão
(Historiadora. Professora da UFPI e acadêmica da ALLCHE, Academia Longaense de Letras, Cultura, História e Ecologia, facilitadora da Oficina Corpo, Mente, Emoção).



A nossa leitura hoje é sobre o valor da confiança e da autoconfiança para a conquista das metas e objetivos de vida. Uma reflexão e homenagem a Sarah Menezes, piauiense de 22 anos, que reside e treina em Teresina- PI, que traz a 21ª medalha de ouro do Brasil em Olimpíadas. É o ouro da atleta, é o ouro do Piauí.

Enfrentando os desafios de um Estado pouco divulgado, porém com muito valor e originalidade, pouco apoio, pouco patrocínio, o caso merece um destaque pelo exemplo de confiança e de autoconfiança da atleta. Estamos falando de confiança e autoconfiança como princípio de sabedoria interior que proporciona relações mais profundas consigo, com o divino, e com o que lhe cerca. Confiança e autoconfiança como tarefa que necessita de reforço no cotidiano das experiências de vida.
Sarah é ouro, Sarah chegou, o Piauí é ouro. O Título chega junto com os 160 anos de Teresina. A nossa capital considerada a “Cidade Verde”, a “Cidade do Sol”, a “Cidade Símbolo de Fé”, rica em manifestações culturais, e na sua maior riqueza a garra do seu povo que segue como Sarah, enfrentado desafios dia após dia, e adquirindo o título de um povo firme, simples, determinado  e acolhedor.
Os esforços acompanhados no foco das metas a serem alcançadas geram sentimento de certeza de que os nossos pensamentos, desejos, vontades influenciam em nossas conquistas, é o caso de Sarah Menezes. Destaco a sabedoria do técnico Expedito Falcão, que desde 2009 buscou uma parceria de apoio que definisse como reforço ao plano da atleta e seu técnico. Isso se dá através do acompanhamento psicológico com a Psicóloga Luciana Castelo Branco, e os desafios passam a serem enfrentados ancorados na proposta de mudança e de crescimento.
Valeu para quem acreditou!  Parabéns Sarah Menezes! Você é Ouro para o Piauí e o Brasil! Exemplo vivo de que sonhar é preciso! 

 Registro fotográfico de Maryneves Arêa Leão.

Cantinho das participações! Narre a sua relação de amor com teresina. Vamos celebrar seus 160 anos!!!



"O que eu mais gosto de fazer em Teresina? - De amor? Reencontrar a família e os amigos. De gastronomia? - Pão de Queijo do Seu Cornélio, Panelada do Cantinho do Jambo, Caranguejo no happy hour, capote frito no Favoritos Comidas Típicas e Sorvete de Açaí + sapoti na Sorveteria Elefantinho. Tem mais? Tem... a lista continua! Bj bj "
(Kledja Marabuco Lopes)

"Adoro comer no frango leste!! a melhor paçoca do mundooooo "
(Digo a Dica-Ticiana)

"Adoro sair pra passear com meu filho e meu marido e sair pra comer também. Adooroo "
(Suelen Coelho)

"Gosto de ir ao encontro dos rios curtir a Cidade com a natureza, especialmente na convergencia do rio Poty com o rio Parnaíba, comer no restaurante flutuante, e passear pelas artes do oleiros e oleiras da Vila do Poty."

(Mary)